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  • Tiradas do Netuno #13

    Hoje, dia 8 de Junho, é comemorado mundialmente o Dia do Oceano e o Dia dos Oceanógrafos! A oceanografia é a ciência que estuda os oceanos e os processos oceanográficos - do fundo do mar até a superfície! Incluindo a composição da água, os movimentos hidrodinâmicos das correntes, e os animais e algas que vivem nele. Importante né ? Para saber mais, acesse o post ! Criação: Mariane Soares (@marisoares.art), com palpites das editoras do Bate-Papo com Netuno. #tiradasdonetuno #marianesoares #diamundialdooceano #diadooceanógrafo #oceanografia

  • A economia por trás do pescado que você come

    Por Ruth Beatriz Mezzalira Pincinato Ilustração: Joana Ho O pescado é uma fonte importante de proteína produzida pela aquicultura e pela pesca (o “pescado” feito no laboratório ainda não é uma realidade no mercado), que são importantes meios de vida para muitas pessoas (assista aqui o vídeo sobre o relatório da FAO, 2020 ). No entanto, esses dois métodos de produção são muito diferentes entre si. Na aquicultura tem-se um controle maior do processo de produção, que permite pesquisa e desenvolvimento, gerando inovação e aumento da produtividade, ou seja, uma maior produção de pescado com a mesma quantidade de insumos. A aquicultura produz os peixes, camarões e mariscos usando larvas (que são por sua vez, na maioria dos casos, produzidas também por cultivo), água, e ração (atualmente, a ração é constituída principalmente de insumos que não vem da pesca). Os principais cultivos trabalham com um ciclo fechado e não dependem de obter larvas do ambiente natural para a engorda. Já a pesca depende principalmente das condições ambientais ou seja, mesmo usando petrechos de pesca, sondas e embarcações, a pesca depende dos processos naturais que ocorrem nos oceanos e rios para produzir o pescado. Outro aspecto que diferencia os dois modelos de produção é quanto aos direitos de propriedade . Os direitos de propriedade na aquicultura são relativamente melhor definidos do que na atividade pesqueira. Por direitos de propriedade se entende o direito que indivíduos ou organizações têm de controlar o acesso a bens de que são proprietários. Direitos bem definidos dependem de aspectos como o quanto esse direito limita outros indivíduos no uso do recurso natural (uso exclusivo e seguro), por quanto tempo esse direito é válido (cada ano exige renovação ou se é válido em perpetuidade), e também se os proprietários podem negociar o direito com outros (uso transferível). Em outras palavras, o direito de propriedade se assemelha a privatização do bem que, no nosso caso, é um recurso natural e pertence a todos (no caso do pescado selvagem). Isso inclui, por exemplo, restringir o acesso ao pescado selvagem ou a uma área específica do oceano para um número limitado de pescadores/indivíduos/entidades. Quando os direitos de propriedade são bem definidos existe um incentivo para não sobre-explotar o recurso natural e também a utilizá-lo da maneira mais eficiente possível. Para muitas pescarias no Brasil e no mundo esse não é o caso. Essas características distintas das duas tecnologias são a base do desenvolvimento que vemos no gráfico abaixo: a produção vinda da aquicultura tem crescido rapidamente, enquanto que os desembarques da pesca estão relativamente estáveis desde os anos 80 - por volta de 90 milhões de toneladas por ano. A produção de pescado no Brasil tem esse mesmo padrão. Quantidade de pescado produzido pela pesca e pela aquicultura mundialmente (milhões de toneladas), de 1950 a 2017. Fonte: A autora utilizando o banco de dados do FishStat (FAO, 2020), licença CC BY. Em 2010, dois economistas compararam as condições de produção de salmão proveniente da aquicultura (principalmente Noruega e Chile) com as condições de produção da pesca (Alasca). De modo geral, ao longo dos anos os aquicultores de salmão conseguiram abaixar os custos de produção usando melhores tecnologias (e.g. vacinas, rações e equipamentos), garantindo mais lucro na atividade. Com um custo menor, os aquicultores conseguem oferecer um preço mais competitivo no mercado do salmão. Um ponto importante nessa história do salmão é a definição da extensão do mercado do salmão. O salmão é, hoje em dia, um dos pescados mais comercializados internacionalmente. Existe um mercado global para esse pescado, que é relativamente indiferente quanto a tecnologia que o produz. Isso faz com que o preço que os pescadores do Alasca pedem para o seu produto dependa do preço que os aquicultores na Noruega cobram (e vice-versa). Então, considerando que a maior parte dos consumidores não percebe ou não se importa com a diferença entre o salmão pescado e o da aquicultura, os dois produtos competem diretamente por uma fatia maior do mercado. Essa competição tende a colocar uma pressão para reduzir os preços do salmão (independente da tecnologia de produção). Os pescadores de salmão têm que ajustar o preço para continuarem com a sua fatia do mercado. Entretanto, sendo difícil abaixar os custos de produção, o lucro também é reduzido. Abaixar os custos sem melhorar a tecnologia não é fácil. Os pescadores de salmão do Alasca usaram seu desenvolvimento tecnológico (por exemplo, tipo de barco e arte de pesca) para garantir o acesso ao peixe que é limitado pelo tipo de manejo. Lá no Alasca, o pescador tem o direito a uma quota de salmão baseada e restrita ao tipo de barco e petrechos que ele usa. Isso quer dizer que existe relativamente pouco incentivo para investir em inovações em um tipo de barco ou em petrechos diferentes dos que são estabelecidos pelas autoridades para o manejo e que garantem o direto de acesso ao recurso natural. É claro que existem inovações e melhorias dentro das limitações impostas pelo manejo, mas comparando com a aquicultura existem menos. Fazendo um paralelo com casos no Brasil, analisei a extensão do mercado de dois grupos importantes de pescado para o Brasil, a sardinha e os camarões . Os resultados da minha análise indicaram que a sardinha produzida pela pesca no Brasil e as sardinhas importadas competem no mesmo mercado (eu usei aqui dados do CEAGESP). Da mesma forma, os camarões pescados (camarão rosa e camarão sete-barbas) também competem com os camarões produzidos pela aquicultura, isto é, fazem parte do mesmo mercado. Tanto as importações quanto a aquicultura contribuem para uma maior oferta do produto. Assim, essa maior oferta coloca uma pressão nos preços desses pescados no mercado nacional e limitam o aumento relativo dos preços pagos aos pescadores nacionais. Dado a ausência de direitos de propriedade bem definidos na pesca desses recursos, pode-se esperar uma redução na renda dos pescadores e no esforço pesqueiro (o custo de sair para pescar não é compensado pelo preço do pescado). Isso beneficia de uma certa maneira as condições dos estoques pesqueiros. No longo prazo, com a população humana aumentando e com os recursos naturais se tornando cada vez mais escassos, o pescado como fonte de proteína se torna cada vez mais importante na questão de seguridade alimentar (é importante lembrar que para diversas regiões e comunidades, o pescado é questão de subsistência e seguridade alimentar). Além disso, a pegada ambiental do pescado é menor do que a de outras fontes de proteínas. Por exemplo, em um estudo da revista Science , foram estimados diversos impactos ambientais para as diferentes fontes de proteínas para o consumidor. As emissões de gases do efeito estufa na produção de carne de vaca foram estimadas em 50 kg de CO2 equivalente por 100 g de proteína, enquanto que a de porco ~8, a de frango e a de pescado cultivado ~6.4 Uso da terra, de água doce e outras emissões no meio ambiente também colocam o peixe de cultivo como uma das fontes de proteína com menor impacto. A quantidade de pescado a ser produzido ( oferta ) é uma decisão do produtor e do pescador que depende do preço que o pescado pode alcançar no mercado e de quanto os consumidores querem e estão dispostos a pagar pelo produto ( demanda ). No geral, a relação entre o preço do pescado e a quantidade que os produtores estão dispostos a produzir é positiva: quanto maior o preço mais os produtores estarão dispostos a produzir, como mostra a figura abaixo. Incluído neste preço está o custo de produção do pescado. Assim, dada uma certa demanda, caso o preço pago ao produtor não compense o custo, ele não terá interesse em produzir o pescado. Curvas de demanda e oferta para o pescado. Fonte: Ruth Pincinato com licenças CC BY. Além do custo em si, outras decisões tomadas pelos produtores e os demais elos na cadeia de produção são essenciais para o sucesso desses dois setores. Antes de falar nessas decisões é importante ter em mente o conceito básico em economia de que “não existe lanche de graça”. O que isso quer dizer é que existe um custo em todas as decisões que tomamos e que alguém paga por elas. Esse custo é associado ao fato de que os recursos são escassos e você tem que fazer uma escolha. No exemplo clássico do lanche, mesmo que alguém lhe ofereça um lanche, sem nenhuma expectativa de que receberá algo em retorno, existe ainda o custo do seu tempo para comer esse lanche que você poderia ter gasto em alguma alternativa. É claro que geralmente comida (boa) de graça pode ser difícil de negar, mas isso só significa que o preço da sua alternativa (por exemplo, “gastar” o seu tempo) é menor. No geral, nós diariamente utilizamos esse conceito: acordar mais cedo para correr ou dormir mais um pouco, comprar e consumir um produto orgânico ou convencional, casar ou comprar uma bicicleta.. e por aí vai. O custo-oportunidade , ou o uso alternativo de tempo e dinheiro, também está presente na atividade pesqueira e na aquicultura. Por exemplo, custo-oportunidade de onde os produtores vão pescar ou colocar a fazenda de cultivo, custo-oportunidade do tipo de pescado que vão pescar ou cultivar (ex. salmão ou tilápia), sua qualidade e tipo de produto final (ex. filé ou inteiro). Todas essas decisões que os produtores de pescado têm que tomar afetam não só os custos, mas também contribuem para a renda da indústria do pescado. Eu disse antes que no geral os pescadores e aquicultores tem pouca margem para aumentar o preço do produto (e, portanto sua renda). Uma das alternativas para agregar valor ao produto é o processamento e/ou a diferenciação por seus atributos. Na foto abaixo podemos ver dois tipos de produtos: um corte de salmão com qualidade de sashimi, embalado e vendido nas prateleiras do supermercado aqui perto de casa (e já ouvi dizer que no Japão existe uma máquina como aquelas de refrigerante para esse produto) e diversos peixes inteiros (alguns com selo de certificação), incluindo salmão (segunda foto de cima para baixo) no mercado de atacadista em Las Vegas (USA). É claro que para processar o salmão existe um custo extra, mas ao mesmo tempo, os consumidores que preferem fazer sashimi em casa sem ter que filetar o peixe (que diga-se de passagem não é fácil ter um bom rendimento na filetagem se você não tem muita experiência) pagam mais por esse benefício. Esses consumidores estão considerando aqui o custo-oportunidade do tempo e dinheiro deles. Outros produtores focam na diferenciação do produto em relação a atributos como origem (por exemplo, do Alasca, da Noruega, do Chile), certificações (por exemplo, Dolphin safe e MSC), tamanho, entre outros. Na foto abaixo com os diversos peixes inteiros podemos ver que alguns possuem uma etiqueta indicando atributos como: “selvagem” e “orgânico”. Nesse caso os produtores estão considerando que um segmento dos consumidores está disposto a pagar mais por esses atributos. Salmão (marca “salma”) em corte para sashimi no supermercado em Stavanger (Noruega) (primeira foto de cima para baixo), e diversos peixes inteiros (alguns com selo de certificação), incluindo salmão (segunda foto de cima para baixo) num atacadista em Las Vegas (EUA). Fonte: Ruth Pincinato com licenças CC BY . Existem ainda custos que estão “escondidos” na produção, tanto na pesca como na aquicultura. No geral, esses custos são chamados de externalidades negativas , porque a indústria os compartilha com a sociedade ao invés de incluir como parte dos seus custos. Por exemplo, destruição de habitat, sobre-explotação de recursos naturais, poluição, entre outros. Uma das formas de incluir esses custos na conta da indústria é através de governança e regulamentos impostos pelo governo. Voltando na história do salmão, os custos de produção da indústria do salmão na Noruega eram baixos até meados dos anos 2000, mas nos últimos anos o custo vem crescendo novamente. Isso é em parte devido ao alto custo da ração e em parte devido aos custos para evitar e remediar impactos ambientais, como infestações de parasitas e doenças que podem ser transmitidas para os animais selvagens. O governo norueguês tem estabelecido diversas restrições para evitar os impactos ambientais causados pela produção de salmão. A indústria também tem investido em alternativas de produção que a tornem mais sustentável no longo prazo, utilizando, por exemplo, sistemas fechados de produção em que a água é recirculada e o resíduo sólido é tratado. Entretanto, existem tantos aspectos que compõe a decisão dos produtores que é difícil elaborar um sistema de governança com regulamentos de entrada e saída (e. g. captura total permitida, total de biomassa viva nas redes de cultivo, total de parasitas permitido por peixe, a quantidade de descarga de efluentes permitida, o tamanho de malha de rede e defeso – interrupção da pesca por um prazo geralmente relacionado ao período reprodutivo das espécies) que não deixe margem para consequências não intencionais. O ser humano, e nesse sentido, a indústria também, são movidos por incentivos. Então, melhor do que ditar regras é oferecer incentivos que incluam os custos escondidos dessas atividades. Assim, para garantir seguridade alimentar com um aumento da oferta de pescado ao longo dos anos e o desenvolvimento sustentável dessas indústrias é necessário tanto oferecer os incentivos certos para garantir a internalização das externalidades negativas, como também para garantir produtividade e demanda. Referências: FAO, 2020. Aquaculture production 1950-2017. FishStatJ: Universal software for fishery statistical time series [WWW Document]. Valderrama, Diego, e James L. Anderson. 2010. “Market Interactions between Aquaculture and Common-Property Fisheries: Recent Evidence from the Bristol Bay Sockeye Salmon Fishery in Alaska.” Journal of Environmental Economics and Management 59(2): 115–28. Pincinato, R.B.M., Asche, F., 2018. Domestic landings and imports of seafood in emerging economies: The Brazilian sardines market. Ocean Coast. Manag. 165, 9–14. Pincinato, R.B.M., Asche, F., 2016. Market integration in brazilian shrimp markets. Aquac. Econ. Manag. 20, 357–367. Poore, J., Nemecek, T., 2018. Reducing food’s environmental impacts through producers and consumers. Science (80-. ). 360, 987–992. https://doi.org/10.1126/science.aaq0216 Sobre a autora: Ruth é Jundiaiense (SP) com endereço em Stavanger (Noruega). Oceanógrafa formada pela Universidade de São Paulo (USP) e doutora na área de economia pela Universidade de Stavanger (UiS). Dedica-se a entender quais são os incentivos que os agentes econômicos (o que nos incluí) recebem para utilizar os recursos naturais de uma forma sustentável. #CiênciasDoMar #Pescado #BiologiaPesqueira #Economia #EconomiaEcológica #RecursosNaturais #Pesca #Sustentabilidade #SegurançaAlimentar #Convidados

  • Marisqueiras

    Por Gabrielle Souza Ilustração: Joana Ho Na construção histórica social, as profissões sempre foram divididas entre os sexos feminino e masculino, ou seja, determinadas atividades eram vistas como apropriadas para homens, enquanto outras que não exigiam muito esforço físico, geralmente na área do cuidado (dona de casa, professora, enfermeira, etc) para mulheres. Assim muitas de nós sempre fomos desencorajadas a realizar determinadas funções, pois reza a lenda que somos biologicamente “mais frágeis e menos inteligentes”. A partir daí já dá para ver que toda essa questão não passa de uma desculpa do patriarcado né?! Mas você deve estar se perguntando aonde eu quero chegar com isso. Bom, o que eu quero dizer é que, a cada dia que passa, estas relações de profissões direcionadas para determinados indivíduos estão caindo por terra e que, nós mulheres, estamos mostrando que podemos estar sim, em funções e cargos reconhecidos como “masculinizados”. Um grande exemplo disso são as mulheres marisqueiras. Elas estão espalhadas por todo o litoral do Brasil e realizam uma atividade chamada de mariscagem. A mariscagem consiste no processo de captura contínua de mariscos de forma artesanal, seja em regime de economia familiar ou autônoma, para seu próprio sustento ou comercialização.  Os mariscos retirados nessa atividade geralmente são capturados em bancos de lama ou areia, que localizam-se nos mangues ou próximo a eles. A captura se dá de diversas formas, porém a mais comum é a catação manual, onde as mulheres raspam a areia com o auxílio de uma colher até encontrar o marisco. Fonte Esta atividade inicialmente era realizada por homens, pescadores, que diante da sociedade seriam os mais aptos para o processo, pois são fortes e aguentam idas aos mares e mangues para obter o sustento da família. Enquanto o tratamento da captura sempre foi feito pelas mulheres, ou seja, são elas que limpam os peixes e mariscos que seus maridos, irmãos, tios, pais trazem do mar.  Mais recentemente, as mulheres começaram a assumir também o papel de extração dos mariscos. Porém, esta atividade é simplesmente invisível, apesar de extremamente importante, social e economicamente falando. A partir disso, só podemos concluir que, pelo simples fato de serem mulheres, não existe reconhecimento de seus direitos diante da profissão que exercem, seja por seus companheiros e familiares, como também pelo Estado, por meio do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), que garante a aposentadoria e outro direitos. A falta destes direitos trabalhistas faz com que estas mulheres trabalhem em condições inadequadas, em geral com carga horária exacerbada da jornada de trabalho. Existem estudos que realizam um perfil social dessas mulheres, criando um panorama de aspectos socioeconômicos e de como elas se sentem sobre as situações que enfrentam. Um desses trabalhos foi realizado na Comunidade de Barra Grande, município de Cajueiro da Praia - Piauí, com uma faixa de 4 km de praia, que por decreto federal é uma Unidade Conservação, e está na categoria de uso sustentável. A grande parte das marisqueiras está na faixa etária entre 30 e 60 anos, sendo a média de idade de 42 anos. A falta de escolaridade é alta, as mulheres que cursaram o ensino fundamental incompleto correspondem a 34,92%, e quando somadas as não escolarizadas (17,46%) elevam ainda mais o percentual. A situação conjugal é predominantemente de mulheres casadas (44,44%), seguidas das que moram junto (28,57%), e a média de filhos é de quatro,havendo uma variação de zero a doze filhos.  Muitas dessas mulheres realizam outras atividades para auxiliar na renda mensal da família, como por exemplo: lavadeiras, rendistas, cozinheiras etc. Além de contarem suas histórias de vida, opinam sobre os problemas que enfrentam. Estes estão relacionados principalmente às condições de trabalho, e às questões burocráticas, solicitando a criação de um associação própria de mulheres marisqueiras, pois elas se sentem excluídas das colônias de pescadores que já existem no território. Além disso, as marisqueiras travam uma luta diária contra o machismo. Mas quem disse que elas desistem?! Um exemplo prático dessa luta, além da persistência em trabalhar mesmo diante de tantas dificuldades, é o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 47/2017. Este projeto define a profissão de marisqueira e suas competências além das responsabilidade que o poder público tem nas ações desenvolvidas pelas trabalhadoras, assegurando seus direitos e deveres.  As mulheres vêm conquistando o seu lugar na sociedade e dentro das organizações de trabalho, lugar que é seu por direito. Mas ainda reconhecemos que há muito a ser feito para que conquistemos uma forma igualitária de tratamento entre homens e mulheres. Valorizar o trabalho das mulheres marisqueiras é também valorizar a preservação da natureza, é reconhecer de forma justa um trabalho que é realizado com carinho, amor e dedicação. Vídeos recomendados: https://vimeo.com/96543725 https://projetosereias.com/videos/ Para saber mais: https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2017/07/31/politica-de-apoio-a-atividade-de-mulheres-marisqueiras-sera-analisada-na-cdh Referências Bibliográficas FREITAS, Simone Tupinambá et al. Conhecimento tradicional das marisqueiras de Barra Grande, área de proteção ambiental do delta do Rio Parnaíba, Piauí, Brasil. Ambiente & Sociedade , [s.l.], v. 15, n. 2, p.91-112, ago. 2012. FapUNIFESP (SciELO). http://dx.doi.org/10.1590/s1414-753x2012000200006. Disponível em: < http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-753X2012000200006 >. Acesso em: 01 mar. 2018 Diário do Nordeste. Marisqueiras reivindicam seus direitos . 2003. Disponível em: < http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/cadernos/regional/marisqueiras-reivindicam-seus-direitos-1.370455 >. Acesso em: 01 mar. 2018. Senado Notícias. Política de apoio à atividade de mulheres marisqueiras será analisada na CDH . 2017. Disponível em: < https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2017/07/31/politica-de-apoio-a-atividade-de-mulheres-marisqueiras-sera-analisada-na-cdh >. Acesso em: 01 mar. 2018. #8demarço #diadamulher #gabriellesouza #joanaho #mariscagem #marisqueiras #mulheresnaciência

  • Como cientistas obtêm dados para estudar os ambientes marinhos?

    Por Jana del Favero Ilustração: Joana Ho Desenvolver uma pesquisa científica demanda muito trabalho e dedicação. São meses ou até anos focados no mesmo tópico, começando pelo planejamento da pesquisa, obtenção das amostras e/ou dados, análises, e chegando finalmente na publicação dos resultados finais. Dentre as etapas que envolvem os estudos dos ecossistemas marinhos, a obtenção correta de dados ou amostras - chamada de amostragem - é fundamental. Para o desenvolvimento de um plano amostral é imprescindível a atenção com alguns fatores, tais como: o que devemos amostrar; o quanto devemos amostrar; como , onde e quando devemos amostrar. Para isso é preciso que os objetivos do trabalho estejam bem definidos, pois não podemos simplesmente perguntar pro Netuno, esperando obter todas as respostas. Para entender os processos que ocorrem no ambiente marinho é necessário coletar informações que permitam observar o que está na superfície, na coluna de água, sobre o leito marinho ou abaixo do substrato. Existem diferentes formas de estudar o oceano, algumas envolvem ir até ele e realizar coletas e/ou medições e em outras é possível obter informações sobre o mar sem necessariamente ir até ele. Um exemplo desse segundo caso são os estudos que usam informações obtidas a partir do sensoriamento remoto . A seguir apresentaremos alguns métodos para obter dados biológicos e abióticos das principais zonas oceanográficas: pelágica (relativo à coluna de água) e bentônica (associada ao fundo oceânico). Plâncton Organismos planctônicos são comumente classificados de acordo com o seu tamanho. Essa classificação tem um importante significado para determinar o aparelho utilizado e/ou a melhor abertura de malha (ou do filtro) para capturar diferentes grupos. Atualmente, para coletar dados sobre organismos planctônicos, você pode usar garrafas, bombas de sucção, redes, armadilhas e/ou instrumentos ópticos para observação in situ , como o Video Plankton Recorder (VPR). Laser Optical Particle Counter (LOPC). É um aparelho que conta e mede o tamanho de partículas no oceano em tempo real. Fonte: Bate-Papo com Netuno, licença CC BY SA 4.0 As garrafas e as bombas de sucção são usadas preferencialmente para a amostragem de organismos de menor tamanho, como vírus, bactérias, ou aqueles que têm baixa mobilidade. Além disso, esses métodos também possibilitam que se conheça a profundidade em que a coleta está sendo realizada e o volume exato de material amostrado. Isso ocorre porque o equipamento só é acionado para realizar a coleta quando está na posição escolhida. Com relação às redes, são diversas as opções em função do tipo de amostra e informação que se pretende coletar. Redes que realizam arrasto vertical ou oblíquo integram informação de toda a coluna de água. No entanto, se o objetivo é conhecer a distribuição vertical dos organismos é necessário usar redes com mecanismos de fechamento, como a Multinet, assim a rede se abre em se fecha em determinada profundidade. Em alguns tipos de rede, como na rede Bongô, é comum o uso de um fluxômetro acoplado na boca da mesma. Ele possibilita o cálculo do volume de água filtrado, que é importante para a padronização dos dados obtidos. Rede Multinet à esquerda e Rede Bongô à direita. Na foto superior dá para notar o fluxômetro que mede o volume de água filtrado. Fonte: Bate-Papo com Netuno, licença CC BY SA 4.0 Nécton Dada a diversidade dos organismos nectônicos - organismos que vivem na coluna de água e que tem capacidade natatória para vencer as correntes - diversos tipos de redes são utilizadas para amostrá-los. As redes de cerco, por exemplo, são utilizadas para amostrar peixes que formam cardumes, já as de arrasto para amostrar peixes demersais (que vivem no fundo do oceano) e camarões. Lulas são comumente amostradas através da pesca com linha e anzol, e polvos com armadilhas do tipo covo . No entanto, nem sempre é preciso coletar os indivíduos para se obter os dados necessários. Por exemplo, há estudos que utilizam mergulho científico ou identificação de mamíferos marinhos através de fotografias e observação visual. Rede de arrasto de portas. Fonte: Bate-Papo com Netuno, licença CC BY SA 4.0 Bentos Assim como o plâncton, os organismos bentônicos também são classificados por tamanho. Porém, para a coleta de bentos, mais importante do que se conhecer o tamanho, é saber o habitat preferencial que ele ocupa, considerando o tipo de relação desses organismos com o substrato: se constitui epifauna (que vive sobre o leito marinho) ou infauna (que se enterra). A amostragem da epifauna normalmente é feita com equipamentos de arrasto, como redes, trenó e draga. Essas técnicas podem ocasionar também na coleta não intencional de organismos que se enterram, mas não muito profundamente. No caso de organismos que vivem em recifes de coral ou costões rochosos , a coleta pode ser manual (às vezes com a ajuda de instrumento de raspagem), utilizando ou não mergulho. Os pegadores de fundo (como Van veen, box corer e outros) amostram um determinado volume de sedimento onde ficam os organismos epifaunais e infaunais. Pegador de fundo Van veen. Na foto da direita superior nota-se que o pegador acabou de ser aberto à bordo, e na foto inferior temos um exemplo de peneira, usada para peneirar o sedimento e os organismos do Bentos e assim separá-los por classes de tamanho. Fonte: Bate-Papo com Netuno, licença CC BY SA 4.0 As amostras usualmente apresentam volume suficiente de sedimento para que os organismos sejam retirados por meio de peneiramento. Assim, ao utilizar peneiras com diferentes malhagens, os organismos já são separados por faixas de tamanho, facilitando a separação e identificação desses, e do próprio sedimento , em laboratório. Atualmente, o uso de veículos subaquáticos (tripulados ou autônomos,) proporcionou avanços nas investigações e amostragens de bentos. Coletas em grandes profundidades ou em locais inacessíveis são alguns exemplos de estudos que só foram possíveis pelo uso dos veículos subaquáticos (no post “ Mergulho para a vida na escuridão: uma pesquisa nas profundezas do mar ” é contada a experiência de uma pesquisadora que mergulhou em um submersível). Dados abióticos A água obtida para o estudo do plâncton através do uso de garrafas, como a Niskin e a Go-Flo, pode ser utilizada para a obtenção de alguns dados abióticos, como salinidade, oxigênio dissolvido, pH, nutrientes etc. Esses dados são usados para estudar os ciclos biogeoquímicos no ambiente marinho, acidificação do oceano, identificar zonas mais propícias à proliferação de algas, padrões de distribuição da produção primária etc. Normalmente, várias garrafas são acopladas a uma estrutura metálica em forma de carrossel (chamada rosette ) e juntos delas são colocados sensores de temperatura, condutividade (para o cálculo da salinidade) e outros (oxigênio dissolvido, pH, fluorescência, turbidez etc). Rosette à bordo do Navio Oceanográfico Atlântico Sul. Fonte: Bate-Papo com Netuno, licença CC BY SA 4.0 Um aparelho muito utilizado para coleta de dados da coluna de água é o CTD , do inglês Conductivity, Temperature and Depth , que obtém perfis verticais de condutividade (salinidade), temperatura e pressão (profundidade). O ADCP – do inglês, Acoustic Doppler Current Profiler é um perfilador acústico que mede a direção e a velocidade das correntes . Os dados coletados por esses equipamentos permitem o estudo da estratificação vertical do oceano, identificação de massas de água , fluxos das correntes etc. Análise Após a coleta, o pesquisador iniciará o trabalho em laboratório, analisando as amostras e processando os dados obtidos. O trabalho em laboratório dependerá do objetivo do estudo, mas normalmente consiste em triagem e identificação dos organismos, para então realizar algum outro procedimento, como retirada de otólitos para saber a idade de um peixe ou análise do conteúdo estomacal do animal e dos órgãos reprodutivos, para se obter informações sobre alimentação e reprodução. No caso das amostras/dados abióticos eles também serão processados e analisados. Uma vez que todos os dados estiverem em mãos, inicia-se o processo de interpretação dos mesmos, por meio de análises descritivas, testes estatísticos ou modelagens. Somente após todas essas etapas o cientista poderá compreender o que ocorreu com o ambiente marinho no momento amostrado, e trabalhará na interpretação e escrita dos resultados. Quem acha que o momento mais excitante de um cientista é quando ele grita “EUREKA” ao realizar um experimento, pode estar completamente enganado. Na minha opinião, nós gostamos mesmo é de ter nossos resultados publicados em jornais científicos, que são criteriosamente revistos por pareceristas internacionais e/ou nacionais. Só assim nossos resultados estarão disponíveis para a comunidade acadêmica, podendo embasar novos trabalhos, auxiliar em tomadas de decisões, ou inspirar novas tecnologias. Com esse post mostramos que fazer ciência não é uma tarefa trivial. São diversos aparelhos, métodos e análises que precisam ser cuidadosamente selecionados e utilizados (e olha que nem falamos de todos!). Mas tudo isso deixa a ciência ainda mais fascinante, e nós amamos! #BatePapoComNetuno #CiênciasDoMar #Oceanografia #CiênciaOceânica #Métodos #Pesquisa #Amostragem #JanaMDelFavero

  • Quando o amor pela ciência consegue superar a ignorância

    Por Alessandra Pfuetzenreuter Ilustração feita por Alexya Queiroz Uma boa parcela dos brasileiros sonha em um dia se formar em um curso de graduação. Seja por exigência dos pais ou por lutas e ambições próprias. No meu caso foi por lutas próprias. Quando eu decidi seguir na área ambiental, em 2013, inspirada em fazer parte daquele grupo que estava se propondo a salvar o mundo, enquanto todos os noticiários eram de desastres, poluição marinha e morte de milhares de baleias. Vim de uma família onde meu pai estudou até o ensino fundamental e minha mãe até o ensino médio e técnico. Meu pai sempre trabalhou de pedreiro e sempre foi muito bom no que fazia, o pouco estudo que teve o ajudou em tudo o que foi preciso para desenvolver sua profissão. Minha mãe, logo que terminou os estudos, começou a trabalhar em uma empresa, assim como é o desejo de muitos pais ainda hoje para seus filhos. Bem, eu sempre quis estudar. Minha vida toda, a escola sempre foi meu “porto seguro” pois era quando estava longe dos problemas domiciliares (mas isso é assunto para outro dia). A escola, me trazia paz, brincadeiras, eu tinha uma melhor amiga, e lembro que toda sexta-feira era dia de levar seu brinquedo preferido e o meu era um Ursinho Carinho, que tinha uns 15 cm. Meus pais nunca entendiam por que, sempre que me mandavam dormir, eu ficava com uma frestinha da porta aberta, onde entrava uma mínima luz e eu ficava lendo os livrinhos da escola. E assim foi minha infância. Sempre estava envolvida nas atividades de ciência, de laboratório e vivia na biblioteca. Nunca fui a melhor aluna, talvez porque desde cedo tinha a responsabilidade de cuidar de meus irmãos mais novos, o que acabava tirando um pouco do meu tempo de estudar e brincar. Minhas brincadeiras acabavam sendo fazer as “lições de casa” que as professoras passavam. Na adolescência saí cedo de casa (ainda mais para os padrões atuais), com 18 anos, sem nenhum preparo, o que me impediu de continuar a estudar, pois precisava trabalhar para me alimentar. Acabei começando uma faculdade aos 22 anos, mas não consegui continuar por falta de estrutura e dinheiro. Anos mais tarde, acabei voltando para a casa de meus pais, e comecei a faculdade novamente. Acordava às 4h da manhã para pegar ônibus, ir para outra cidade, estudar, voltava, trabalhava até as 22h da noite, e quando chegava em casa, era só o tempo de tomar um banho e fazer as atividades que precisava para entregar no outro dia. E assim foi... até que um dia, meu pai começou a gritar comigo porque eu ficava com a luz acesa para fazer as atividades da faculdade. Eu passava o dia fora de casa, estudando e trabalhando, e só tinha esse horário para fazer as minhas atividades, e mesmo assim ele não entendia e brigava comigo. Foi assim que resolvi sair de casa, novamente... Fui morar com uma amiga do curso de graduação na cidade onde era a faculdade. Comecei a trabalhar em um bar, à noite, para pagar aluguel e comida, e foi assim até conseguir um estágio no Projeto Babitonga Ativa, onde aprendi muito sobre questões acadêmicas, profissionais e pessoais também. Esse estágio deu suporte mínimo financeiro para me manter, e que durou 4 dos 5 anos de faculdade. Nesse tempo, foram tantos os perrengues! Tive que me mudar umas 20 vezes em 4 anos, sem contar a casa que pegou fogo e uma casa com morcegos... Mas essas são outras histórias. Onde eu gostaria mesmo de chegar, é, em primeiro lugar, não é fácil passar anos em uma faculdade contando moedinhas para sobreviver. No meu caso, que não tive ajuda de meus pais, que pelo contrário, só me colocaram mais desafios, mesmo assim me formei... Com todo orgulho do mundo, chamei eles para a minha formatura, que não foi das mais glamourosas, mas para mim foi uma super conquista. Conquista que consegui porque encontrei (enfim) um parceiro que me apoiou em tudo que eu acreditava, e me deu forças para terminar meu curso... Pois até então, as únicas palavras que eu escutava (de meu pai/mãe, e ex-namorados) era “isso não dá futuro”, “vai ser o quê da vida? Professora?”, “quando vai começar a ganhar dinheiro?”, “quando vai achar um emprego de verdade?”, “está na hora de você crescer e ter responsabilidades”, entre outras tantas. E minha resposta para essas negativas, sempre foi “eu sou alguém, eu tenho responsabilidades, eu faço muita coisa, e que professor(a) é a profissão mais valiosa do mundo”, mas em pensamentos, para mim, porque nunca tive coragem de afrontar essas opressões. E mesmo assim, com um super apoio de meu namorado, entrei para o mestrado. Me formei mestra, mas o reconhecimento veio apenas de pesquisadores, como eu, e de alguns amigos, que também sabem de como é difícil essa vida acadêmica, principalmente no Brasil. Meus pais, souberam dessa minha nova conquista, mas nem se importaram. Eu sigo, agora rumo ao doutorado, pois mesmo com tantos desafios, ainda acredito que a pesquisa e ciência no Brasil, mesmo não valorizada, ainda precisa ser feita, e precisamos mudar essa visão, precisamos valorizar, e ainda mais nos valorizar por fazer algo tão incrível, e que é capaz de mudar para melhor a vida das pessoas. Sobre a autora: Sou Alessandra, me formei em biologia marinha pela Univille, atualmente trabalho pesquisando assuntos relacionados à gestão costeira. Adoro o mar e toda a força que ele nos dá. Sou jogadora gamer nas horas vagas e meu jogo preferido é Final Fantasy XIV. Se quiserem me acompanhar ou entrar em contato sigam meu Facebook (Alessandra Pfuetzenreuter). Abraços, a todos e a todas e que sempre tenhamos força para continuar. #VidaAcadêmica #OpressãoNuncaMais #ValorizeACiencia #VidaDeCientista #Convidados #PósGraduação #EscrevendoParaUmBlog #DivulgaçãoCientífica

  • Podcast EP7 e EP8T2

    Entrevista com Nathália Lins Silva - Parte I Aprecie o sotaque dessa pernambucana maravilhosa que supera obstáculos como quem troca de camisa. Entrevista com Nathália Lins Silva - Parte II Sabedoria é saber se reinventar sem desistir de seus sonhos. Vem com a gente no último episódio da nossa segunda temporada! Ilustração: Catarina Mello Narração: Catarina Marcolin Edição: Catarina Mello e Leandro Santos Links interessantes: O que você sabe sobre plâncton? Ouça também em: Siga o Bate-Papo com Netuno nas redes sociais: Facebook: fb.com/batepapocomnetuno Instagram: @batepapocomnetuno Twitter: @batepapocomnetuno Youtube: bit.ly/netuno_youtube #podcastdobpcn #catarinarmarcolin #catarinarmello #leandrosantos #mulheresnaciência #maternidadeeciência #convidados

  • Podcast EP6T2

    Nunca é tarde para florescer Impossível não se emocionar com a garra e determinação que levaram Rosa a um dos lugares mais gelados do planeta. Autora: Rosa Gamba Post original: Maio de 2018, seção Mulheres na Ciência Ilustração: Caia Colla Narração: Catarina Marcolin Edição: Catarina Mello e Leandro Santos Ouça também em: Siga o Bate-Papo com Netuno nas redes sociais: Facebook: fb.com/batepapocomnetuno Instagram: @batepapocomnetuno Twitter: @batepapocomnetuno Youtube: bit.ly/netuno_youtube #mulheresnaciência #rosagamba #caiacolla #podcastdobpcn #catarinarmarcolin #catarinarmello #leandrosantos

  • Podcast EP3T2

    De oceanógrafa a programadora Se você encontrou algo que você AMA fazer, jamais ignore isso. Autora: Letícia Portela Post Original: Junho de 2017, seção Mulheres na Ciência Narração: Catarina Marcolin Edição: Catarina R Mello e Leandro Santos Ilustração: Lídia Paes Leme Links interessantes: https://leportella.com/de-oceanografa-para-programadora.html https://leportella.com/ Ouça também em: Siga o Bate-Papo com Netuno nas redes sociais: Facebook: fb.com/batepapocomnetuno Instagram: @batepapocomnetuno Twitter: @batepapocomnetuno Youtube: bit.ly/netuno_youtube #leticiaportella #matlab #mulheresnaciência #oceanografa #oceanografia #programação #programadora #python #software #convidados #podcastdobpcn #catarinarmarcolin #catarinarmello #leandrosantos

  • Podcast EP1T2

    Sobre mudar a rota de navegação Quem nunca pensou em como seria a vida se tivesse escolhido outra carreira? Decidir mudar às vezes é mais difícil que viver a mudança. Autora : Raquel Moreira Saraiva Post original: Outubro de 2017, seção Vida de Cientista Narração: Catarina Marcolin Edição: Catarina R Mello e Leandro Santos Ilustração: Joana Ho Ouça também em: Siga o Bate-Papo com Netuno nas redes sociais: Facebook: fb.com/batepapocomnetuno Instagram: @batepapocomnetuno Twitter: @batepapocomnetuno Youtube: bit.ly/netuno_youtube #carreira #jornalismocientifico #raquelmoreirasaraiva #vidadecientista #podcastdobpcn #catarinarmarcolin #j oanaho #leandrosantos

  • Podcast EP0T2

    Quem gostou da nossa primeira temporada, não pode perder a segunda! Venha navegar com a gente! Narração: Catarina Marcolin Edição: Leandro Santos Ilustração: Catarina Ruiz Mello Ouça também em: Spotify Anchor Siga o Bate-Papo com Netuno nas redes sociais: Facebook: fb.com/batepapocomnetuno Instagram: @batepapocomnetuno Twitter: @batepapocomnetuno Youtube: bit.ly/netuno_youtube #podcastdobpcn

  • Podcast EP8T1

    Mergulho para a vida na escuridão: uma pesquisa nas profundezas do mar "Ter a chance de mergulhar tão profundo era um de meus sonhos (quase impossíveis) como oceanógrafa, que se tornou realidade em 14 de novembro de 2014" Autora : Camila Negrão Signori Post original : Fevereiro de 2016, seção Vida de Cientista Links interessantes: O blog da expedição "Dark Life" para as fontes hidrotermais da Elevação Leste do Pacífico (East Pacific Rise, a 9°N) ainda está no ar: http://web.whoi.edu/darklife/ About Woods Hole Oceanographic Institution: http://www.whoi.edu/ Uma visão geral da carreira de pesquisadora da Camila: http://agenciasn.com.br/arquivos/3010 https://www.mergulhonaciencia.com/ Ilustração e Edição : Catarina Mello Narração : Catarina Marcolin Ouça também em: Siga o Bate-Papo com Netuno nas redes sociais: Facebook: fb.com/batepapocomnetuno Instagram: @batepapocomnetuno Twitter: @batepapocomnetuno Youtube: bit.ly/netuno_youtube #vidadecientista #convidados #mergulho #alvin #podcastdobpcn #catarinarmarcolin #catarinarmello

  • Podcast EP7T1

    As aventuras de trabalhar no mar Tempestades, falta de água doce na embarcação, âncoras enroscadas, variações das marés e a adrenalina de trabalhar no mar. Autora : Cássia Goçalo Post original : Setembro de 2015, seção Vida de Cientista Posts sugeridos: Até os peixes amam a praia Ilustração : Gilberto Júnior , @mundosoceanicos.arte Narração : Catarina Marcolin Edição: Catarina Mello Ouça também em: Siga o Bate-Papo com Netuno nas redes sociais: Facebook: fb.com/batepapocomnetuno Instagram: @batepapocomnetuno Twitter: @batepapocomnetuno Youtube: bit.ly/netuno_youtube #vidadecientista #cássiaggoçalo #bióloga #oceano grafia #fieldworkfail #podcastdobpcn #catarinarmarcolin #catarinarmello #gilbertojunior

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