Salinidade (parte II)

Por Jana M. del Favero


Salinidade Parte II: origem e distribuição nos oceanos


Após ler a primeira parte (link aqui), você já deve ter se perguntando: de onde veio toda a quantidade de sais dissolvidos na água do mar?


Em grande parte, os íons salinos dissolvidos na água do mar têm sua origem no intemperismo e na erosão das rochas em terra. Outra fonte comum são as atividades vulcânicas.


É importante notar que, se os íons de sais estão sendo constantemente inseridos nos oceanos, então os oceanos precisam perder sais, ou ao contrário a água do mar estaria cada vez mais salina, certo? A remoção de sais ocorre por processos orgânicos e inorgânicos. Como exemplo de processos inorgânicos podemos citar a precipitação de minerais que formam depósitos sedimentares no assoalho marinho, e até mesmo o vento, que ao soprar vindo do mar, leva uma grande quantidade de spray marinho que ao evaporar deixa o sal na terra (ou até mesmo nos teus óculos escuros e pele quando você está na praia). Já como processo orgânico podemos citar alguns organismos planctônicos, como as diatomáceas e foraminíferos, que captam sílica (Si4+) e cálcio (Ca2+) da água do mar, respectivamente, para formar suas carapaças.


Variações de salinidade observadas em cada região do oceano são causadas, por sua vez,  pela adição ou remoção de moléculas de água. A remoção ocorre pela evaporação e pela formação de gelo. Já a adição ocorre pela precipitação (chuva, neve e granizo), escoamento dos rios e derretimento de gelo, reduzindo a salinidade. Como esses processos dependem, em grande parte, do clima, e o clima varia com a latitude, a salinidade superficial da água do mar varia diretamente com a latitude: os valores mais altos de salinidade ocorrem entre 20 e 30 graus norte e sul de latitude, e diminuem em direção ao equador e aos pólos. Os níveis máximos de salinidade nos oceanos subtropicais (entre 20 e 30 graus norte e sul de latitude) são produzidos quando temos muito mais evaporação do que precipitação (chuva). No equador, apesar das taxas elevadas de evaporação, as chuvas são ainda mais intensas, levando a uma salinidade superficial menor nessas águas. Já a salinidade superficial dos mares polares varia com a formação e derretimento do gelo ao longo das estações do ano. As águas costeiras e das plataformas continentais são menos salinas por causa da influência dos rios (veja o mapa abaixo). As águas profundas não estão em contato com a atmosfera e, portanto, não sofrem influência direta da precipitação e evaporação. Deste modo, a salinidade das águas profundas permanece relativamente estável (sem variação) ao longo do tempo.

Salinidade superficial média dos oceanos observada entre 25 de agosto e 11 de setembro de 2011. Cores quentes (vermelho, laranja e amarelo) representam maiores valores de salinidades, enquanto as cores frias (roxo, azul) representam valores de salinidade menores. Fonte

Fonte:


Pinet, P.R. 2014. Invitation To Oceanography. 7a edição. Jones & Bartlett Learning. 662 p.



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