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  • Why algae are not plants

    By Gabrielle Souza Edited by Katyanne M. Shoemaker When we walk along the beach and see seaweed, we associate it with terrestrial plants. Afterall, scientific evidence strongly suggests that plants evolved from green algae in the Paleozoic Era. However, they are quite quite different in many ways. Algae, like terrestrial plants, are eukaryotic organisms (the cell has several organelles including a nucleus surrounded by a membrane) and photosynthetic autotrophs (produce their own food through photosynthesis). The word algae comes from Latin and means "marine plant," but you must be aware that not all algae live in the water. Some live in terrestrial environments associated with fungi, in a mutually beneficial relationship, or symbiosis, forming so-called lichens. One thing is important to keep in mind: while the plants belong to a single Kingdom, the Plantae, the term "algae" encompasses many distinct taxonomic groups in the Kingdom Protista, including the Stramenopila (brown algae and diatoms), Rodophyta (red algae) and Chlorophyta (green algae) (Nybakken & Bertness, 2005). Thus, due to the complexity and constant taxonomic changes of these organisms, we will not go into details of classification of this polyphyletic group (they do not share a common ancestor) called "algae," but we will focus on its general characteristics. Lichen on a rock. By: Wikipedia public domain. Algae have several forms of stuctural organization. They can be found in unicellular forms such as diatoms and dinoflagellates, or as multicellular filamentous forms. They can form colonies that are physically united, and their organization can be defined between amorphous colonies that do not have defined numbers of cells, or those that present complex organization in number of cells and defined forms. They can also take planktonic or benthic forms (learn more about these forms here). The stalk may be divided into cells, or it may not and instead take a tubular shape (cenocytic). Among these various forms, it is common to hear the term “microalgae” when they are microscopic, and “macroalgae” when they are visible to the naked eye. Usually, the macroalgae are confused with plants. One of the main characteristics that differentiates macroalgae from plants is their structure. They may appear similar, but the macroalgae do not have specialized organs and tissues, and they are not vascularized. They also do not have the capacity to form a structure with flowers, leaves, roots or a stem. The multicellular algae just have a stalk to support its filaments. a) Multicellular algae, by Stef MaruchCC BY-SA 2.0 via Commons Wikimedia; b) Unicellular algae (dinoflagellate), by Pxhere CC BY 2.0; c) Multicellular algae, by Ronile Pixabay; d) Unicellular algae, by Prof. Gordon T. Taylor via Commons Wikimedia public domain. Now, what about underwater plants? Are all of those green things in the aquarium algae? No! An example of an aquatic plant is Elodea, a common waterweed which is widely used to decorate aquariums and artificial aquatic environments. This plant belongs to the group of Angiosperms, of the Kingdom Plantae. This kingdom is comprised of vascular and avascular photosynthetic organisms, that is, with or without the presence of vessels that are responsible for the conduction of mineral salts and water. Vascularization is also responsible for the presence or absence of the reproductive parts; in the case of Angiosperms these reproductive parts generate flowers, leaves and fruit. The leaves of the submerged aquatic plants are generally very thin and stubby, allowing them to support turbulence and oscillations of the water, without tearing. The leaves of the aquatic plants also have a permeable surface, which aids in internal circulation of the air. Elodea (scientific names: a) Egeria canadensis, by Frank Vincentz CC BY-SA 3.0 via Commons Wikimedia ; b) Egeria densa, by Par Lamiot com CC BY-SA 4.0 via Commons Wikimedia. References: NYBAKKEN, J.W. & BERTNESS, M. D. 2005. Marine Biology: an ecological approach (6º ed.) MIGOTTO, Alvaro E.. Dinoflagelado: fitoplâncton, dic, unicelular, planctônico, cebimar-usp. Cifonauta- Banco de Imagens de Biologia Marinha. Disponível em: . Acesso em: 06 dez. 2016. LAS ALGAS EUCARIOTAS. Disponível em: . Acesso em: 06 dez. 2016. PATTERSON, David J.. Algae: Protists with Chloroplasts. Disponível em: . Acesso em: 06 dez. 2016 AGUIAR, Celio. As Algas marinhas bentônicas. Projeto Ilhas do Rio. Disponível em: . Acesso em: 06 dez. 2016. SIENA, Ádamo. Elódea: Alga? Não! Planta aquática. Disponível em: . Acesso em: 06 dez. 2016. AOYAMA, Elisa Mitsuko; MAZZONI-VIVEIROS, Solange Cristina. ADAPTAÇÕES ESTRUTURAIS DAS PLANTAS AO AMBIENTE. 2006. 17 f. Tese (Doutorado) - Curso de Programa de Pós Graduação em Biodiversidade Vegetal e Meio Ambiente, Instituto de BotÂnica – Ibt, São Paulo, 2006. Disponível em: . Acesso em: 16 dez. 2016. #algae #plants #science #scienceofthesea #chatgabriellesouza #chat #chatkatyannemshoemaker

  • Por que alga não é planta, por que planta não é alga?

    Por Gabrielle Souza Quando estamos na praia e vemos uma alga, logo associamos este organismo às plantas terrestres, visto que existem evidências científicas que sugerem fortemente que as plantas evoluíram das algas verdes no período paleozóico. Porém algumas de suas características são bem diferentes. As algas, assim como as plantas terrestres, são organismos eucariontes (ou seja, a célula possui núcleo e este possui uma membrana e várias organelas) e autótrofos (produzem o próprio alimento) fotossintetizantes. A palavra alga vem do latim e significa “planta marinha”, mas se ligue: nem toda alga vive na água. Elas podem viver em ambientes terrestres associadas à fungos, em uma relação mutuamente benéfica chamada simbiose, formando os chamados liquens. Uma coisa é importante ter em mente, enquanto as plantas pertencem a um único Reino, o Plantae, o termo “alga” engloba distintos grupos taxonômicos, como por exemplo, os Reinos Stramenopila (algas marrons e diatomáceas), Rodophyta (algas vermelhas) e Chlorophyta (algas verdes) (Nybakken & Bertness, 2005). Assim, devido a complexidade e constantes mudanças taxonômicas destes organismos, não entraremos em detalhes nas formas de classificação desse grupo polifilético (que não possui um ancestral comum) chamado “alga” e sim focaremos em suas características gerais. Líquen sobre uma rocha em Ardrossan North Beach, Escócia (Fonte: Wikipedia em domínio público). As algas possuem diversas formas de organização. Podem ser encontradas nas formas unicelulares como por exemplo as algas verdes e os dinoflagelados e pluricelulares que se organizam de forma filamentosa. Podem formar colônias que são unidas fisicamente e sua organização pode ser definida entre colônias amorfas que não possuem número definido de células, ou as que apresentam organização complexa em número de células e formas definidas. Podem ainda assumir formas planctônicas ou bentônicas (saiba mais sobre essas formas neste link) e cenocíticas onde o talo não está dividido em células e possui uma forma tubular. Dentre essas diversas formas, é comum escutarmos os termos microalgas, quando são algas microscópicas, e macroalgas, quando são visíveis a olho nu. E são, comumente, as macroalgas que são confundidas com plantas. Uma das principais características que diferenciam as macroalgas das plantas é a sua estrutura. Visivelmente elas são parecidas, mas as macroalgas não possuem órgãos e tecidos especializados e não são vascularizadas, bem como não possuem capacidade de formar uma estrutura com flor, folhas, raiz e caule. No caso das algas multicelulares sua estrutura diferenciada é um talo utilizado para sustentação dos seus filamentos. a) Alga pluricelular Fonte: Stef Maruch com CC BY-SA 2.0 via Commons Wikimedia b) Alga unicelular (dinoflagelado) Fonte: Pxhere com CC BY 2.0; c) Alga pluricelular Fonte: Ronile por Pixabay; d) Alga unicelular Fonte: Prof. Gordon T. Taylor em domínio públio via Commons Wikimedia. Outra diferenciação está na estrutura celular. As algas verdes unicelulares, por exemplo, estão classificadas no reino protista. Os flagelos, que são estruturas utilizadas para facilitação da movimentação, presente em alguns protistas como dinoflagelados, não se encontram nas plantas. Agora, existem plantas embaixo d’água? Todas as que estão nos aquários, são algas? Um exemplo de planta aquática é a Elódea, que é muito utilizada para ornamentar aquários e ambientes aquáticos artificiais. Esta planta é do grupo das Angiospermas e pertencente ao Reino Plantae. Este reino abrange organismos fotossintetizantes vasculares e avasculares, ou seja, com presença ou não dos vasos que são responsáveis pela condução de sais minerais e água, e ausência ou não das partes reprodutivas; no caso das Angiospermas essas partes reprodutivas geram flores, folhas e frutos. A Elódea tem características evolutivas que permitiram a sua adaptação ao ambiente aquático. Segundo Scremin-Dias (1999) as folhas das plantas aquáticas submersas são geralmente muito finas e recortadas características que permitem que as elas suportem turbulências e oscilações da água, evitando a dilaceração. As folhas das plantas aquáticas apresentam também  muitos espaços aeríferos que, além de possuírem superfície permeável ao líquido que circunda a planta, auxiliam na sustentação e circulação interna do ar. Elódea. Nome científico: a) Egeria canadensis Fonte: Frank Vincentz com CC BY-SA 3.0 via Commons Wikimedia, b) Egeria densa Par Lamiot com CC BY-SA 4.0 via Commons Wikimedia) Posts relacionados: Aquele mato chamado marisma Um mar de algas Algas flutuantes: o meio de transporte dos invertebrados marinhos Referências: NYBAKKEN, J.W. & BERTNESS, M. D. 2005. Marine Biology: an ecological approach (6º ed.) MIGOTTO, Alvaro E.. Dinoflagelado: fitoplâncton, dic, unicelular, planctônico, cebimar-usp. Cifonauta- Banco de Imagens de Biologia Marinha. Disponível em: Acesso em: 06 dez. 2016. LAS ALGAS EUCARIOTAS. Disponível em: Acesso em: 06 dez. 2016. PATTERSON, David J.. Algae: Protists with Chloroplasts. Disponível em: Acesso em: 06 dez. 2016 AGUIAR, Celio. As Algas marinhas bentônicas. Projeto Ilhas do Rio. Disponível em: Acesso em: 06 dez. 2016. SIENA, Ádamo. Elódea: Alga? Não! Planta aquática. Disponível em: . Acesso em: 06 dez. 2016. AOYAMA, Elisa Mitsuko; MAZZONI-VIVEIROS, Solange Cristina. ADAPTAÇÕES ESTRUTURAIS DAS PLANTAS AO AMBIENTE. 2006. 17 f. Tese (Doutorado) - Curso de Programa de Pós Graduação em Biodiversidade Vegetal e Meio Ambiente, Instituto de BotÂnica – Ibt, São Paulo, 2006. Disponível em: . Acesso em: 16 dez. 2016. #algas #plantas #descomplicando #dinoflagelados #gabriellesouza #protistas

  • Descarte de pesca

    Por Heloisa De Cia Caixeta Fonte: Steven Fruitsmaak, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons A primeira vez que ouvi o termo “descartes da pesca” logo veio à minha mente um monte de lixo no mar. Quem poderia imaginar que, na realidade, esses descartes são compostos por diversos seres vivos? Pois é, uma parte dos organismos marinhos pescados é “jogada fora”. Mas antes de entender o que são estes descartes e porque eles ocorrem, é preciso entender como as pescarias funcionam. Cada pescaria utiliza ferramentas específicas para capturar a espécie de interesse, denominada espécie-alvo. Por exemplo, o arrasto de fundo é utilizado pelas frotas direcionadas aos camarões, visto que eles são organismos que vivem associados ao fundo (bentônicos). Esta arte de pesca é composta por uma rede que é arrastada pelo fundo capturando o que estiver no caminho, independente de ser a espécie-alvo ou não. Veja bem, quando arrastamos uma rede ou instalamos uma rede de espera no ambiente não conseguimos controlar os organismos que entram em contato com o equipamento. Mesmo que tenhamos o conhecimento dos locais de ocorrência da espécie-alvo, é muito difícil não capturar também as demais espécies que compartilham o mesmo habitat.. Neste contexto surge o termo fauna acompanhante, que são indivíduos pescados junto ao recurso alvo. Ela pode ser composta por peixes, crustáceos (ex: siri), elasmobrânquios (ex: tubarões e raias), mamíferos aquáticos (ex: golfinhos), tartarugas e até mesmo aves. Parte dessa fauna acompanhante é composta por espécies que apresentam interesse comercial sendo, desta forma, aproveitadas. No entanto, outra parte desses organismos não serão aproveitados e acabam descartados no mar. Este descarte pode ocorrer porque as espécies não apresentam interesse comercial e, assim, não é economicamente viável levar a captura para a terra, ou por questões legais, como estar na lista de espécies proibidas de serem capturadas ou por estarem fora da cota e tamanho mínimo permitidos para serem pescadas. A chance de sobrevivência destes organismos quando devolvidos ao mar é mínima, visto que passam pelo estresse da captura e, muitas vezes, este processo de seleção entre “aproveitado” e “descartado” é demorado. De acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), entre 2010 e 2014 os descartes globais da pesca foram em torno de 9,1 milhões de toneladas. Isto equivale a aproximadamente 2 milhões de orcas, ou 1,5 milhões de elefantes da savana. No Brasil, os dados de captura pesqueira são obtidos no momento do desembarque. Portanto, os descartes (que ocorrem ainda a bordo) não são contabilizados na estatística pesqueira oficial, tornando-se capturas não reportadas. Mas, diversos pesquisadores têm direcionado esforços para conhecer a composição e estimar os volumes destes descartes. E foi dentro deste contexto que, em 2017, eu iniciei uma iniciação científica no Centro de Pesquisa do Pescado Marinho - Instituto de Pesca dentro do projeto “Capturas não Reportadas”. Neste projeto, a partir de uma parceria com os pescadores, conseguimos amostras do que seria descartado, gerando dados sobre composição, aspectos biológicos e estimativa destes descartes. Da esquerda pra direita: Amostras de descartes de pesca; Heloísa na companhia dos parceiros de laboratório Isabela Acorsi e Kaique Tavano identificando amostras; Heloisa apresentando resultados no XVIII Congresso Latinoamericano de Ciencias del Mar (Fotos por Heloisa de Cia Caixeta com licença CC BY SA 4.0). O descarte de pescados implica na remoção de indivíduos do meio ambiente em números muito maiores do que o conhecido, fazendo que uma parcela significativa de informação seja desprezada. Os dados de captura são extremamente importantes para avaliar o estado de exploração dos recursos pesqueiros. Essa lacuna de informação é ainda mais preocupante quando espécies exploradas comercialmente também são descartadas, como ocorre com as pescadas (Cynoscion guatucupa e Cynoscion jamaicensis) e a corvina (Micropogonias furnieri), que estão entre as principais espécies comerciais do sudeste do Brasil. O problema não é só a perda de informação. São seres vivos retirados do ambiente sem nenhuma finalidade. A retirada indiscriminada de organismos do ambiente, afeta também a riqueza de espécies, o tamanho das populações e até mesmo processos, como o de reprodução por exemplo. Temos uma grande quantidade de proteína, que poderia ser utilizada na alimentação humana, desprezada nesse processo. Além disso, grande parte do esforço empregado na atividade é desprezado, seja a quantidade de horas de operação da frota ou até mesmo o desperdício de combustível utilizado. Mas não precisa desanimar, porque nem tudo está perdido! Existem diversas medidas para reduzir e até eliminar os descartes. A melhoria nas tecnologias de pesca, controle do esforço (horas de pesca, tamanho da rede, quantidade de operações, entre outros), determinar áreas próprias para pesca e obrigação do desembarque do que seria descartado são alguns exemplos. Para que possamos chegar à sustentabilidade e consequentemente aproveitar melhor os recursos pesqueiros, o descarte da fauna acompanhante é um problema que deve ser tratado com urgência, a fim de conservar as populações dessas espécies, e assim suprir as demandas ecológicas e de consumo das próximas gerações. Sobre a autora: Nascida na Mooca, um dos tradicionais bairros de São Paulo. Atualmente reside em Santos. Estudante de Ciências do Mar pela Universidade Federal de São Paulo. Dedica-se desde o primeiro ano de graduação a pesquisas relacionadas à biologia pesqueira. Foi estagiária no Instituto de Pesca pelo projeto “Capturas não Reportadas” e atua como colaboradora do projeto “Deep Ocean”, realizado pelo Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo. Compartilha o amor pelo oceano. Atua na luta feminista, ambientalista e pela educação como um direito universal. #Convidados #Descomplicando #CapturasNãoReportadas #Pescado #Pesca #DescartesDaPesca #FaunaAcompanhante

  • DO MAR AO AR: microplásticos em aves marinhas e costeiras

    Por Júlia Jacoby de Souza Todo mundo já viu alguma consequência do plástico no mar, não? Desde lixo na praia até interações com animais marinhos. Mas, e os microplásticos, que quase não enxergamos, como eles afetam a fauna marinha? Microplásticos são partículas pequenas, menores que 5 milímetros, que podem ser fabricadas nesse tamanho, como os pellets (bolinhas de plástico virgem) e microesferas de cosméticos, ou podem se originar da degradação de plásticos maiores (embalagens, objetos plásticos variados, tecidos sintéticos). O destino final dos resíduos plásticos, transportados através do vento e corpos d’água, no geral, é o oceano. Microplásticos encontrados na areia da praia no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. (Foto: Derek Blaese de Amorim com licença CC BY 4.0) Essas partículas, que podem atingir tamanhos invisíveis a olho nu, estão disponíveis a uma ampla variedade de organismos, desde o microscópico zooplâncton até grandes peixes, aves e mamíferos, por exemplo. Mas por que que esses animais interagem com o microplástico? Bom, basicamente porque no mar existem microplásticos em todos os lugares: da água superficial até as profundezas, no sedimento das praias e no fundo do mar. Além disso, ele pode ser ingerido por organismos que servem de alimento para outros, virando uma bola de neve, ou melhor, de plástico. Assim é difícil não entrar em contato com algo praticamente onipresente! Esquema de acumulação do microplástico através da ingestão direta desse material, ou ingestão indireta, através das presas. (Imagem por Júlia Jacoby de Souza com licença CC BY 4.0) Iniciei os estudos sobre esse tema há cerca de dois anos, quando estava na metade da graduação em Biologia Marinha. Foi nessa época que comecei a me interessar por aves. Então, entrei em contato com o professor que veio a ser meu orientador, o Dr. Guilherme Tavares Nunes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e ele me propôs estudarmos a questão da contaminação por plástico em aves marinhas e costeiras no sul do Brasil. As aves marinhas são organismos que dependem totalmente dos oceanos em pelo menos parte de suas vidas[1] e que, no geral, reproduzem-se em ilhas. Esse grupo tem se mostrado especialmente suscetível à presença de plásticos no ambiente: dentre todas as espécies de aves já registradas com alguma interação com esse material, quase 80% delas são marinhas[2]! Apesar de alta, essa porcentagemnão surpreende, já que existe plástico em todos os lugares no mar. Outro fator contribuinte é que essas espécies identificam zonas de alimentação pela detecção de dimetil sulfeto (DMS), substância liberada pelo consumo do fitoplâncton pelo zooplâncton. No ambiente marinho, o DMS atua como um “cheiro de restaurante”, indicando que naquele local há alimento disponível. Entretanto, o fitoplâncton que se adere a pedaços de plástico flutuantes também libera DMS, fazendo com que regiões com alta concentração de plástico também sejam identificadas como “restaurantes”, gerando uma armadilha para essas aves[3]. Um dos primeiros registros de ingestão de plástico por aves marinhas data dos anos 60, quando pesquisadores encontraram pedaços de plástico nos estômagos de albatrozes-de-Laysan[4] que se reproduzem no Atol de Midway, no Oceano Pacífico. Esse local fica a mais de 3.000 quilômetros de distância do continente americano, mas recebe enormes quantidades de lixo transportadas pelas correntes marinhas. O fato dessa espécie de albatroz estar vindo à óbito neste atol por ingestão de material plástico foi retratado no documentário “Albatross”, de Chris Jordan. No entanto, essa espécie é apenas uma do grupo no qual se insere (Procellariifomes) e cuja interação com plástico vem sendo amplamente estudada, inclusive no Brasil. Filhote de albatroz-de-Laysan morto com pedaços de plástico ingeridos (Foto por Lindsay C. Young, Cynthia Vanderlip, David C. Duffy, Vsevolod Afanasyev, Scott A. Shaffer, com licença CC BY 2.5) Entretanto, para nossa pesquisa, optamos por fugir dos grupos mais estudados e focar em outros cuja contaminação é pouco conhecida, tanto no Brasil quanto no mundo: aves costeiras. Você já prestou atenção nas aves que você vê quando vai à praia? Então, são justamente essas que estamos procurando estudar! Nosso grupo de estudo abrange aves que utilizam o ambiente costeiro, sendo residentes ou migratórias, que se alimentam no litoral do Rio Grande do Sul em período não-reprodutivo. Entre essas, existem organismos com diversas formas do corpo, dietas e comportamentos. Há espécies que comem peixe (piscívoros), como os trinta-réis e talha-mares, outras que comem invertebrados enterrados no sedimento (bentívoros), como maçaricos e pernilongos, e ainda há espécies, como as gaivotas, que comem praticamente qualquer alimento disponível (generalistas). Assim, falamos que, entre as aves que utilizam o ambiente costeiro, existem diferentes grupos tróficos funcionais,ou seja, grupos de espécies que se alimentam de formas e comidas semelhantes. Grupos tróficos funcionais: 1- trinta-réis-boreal / 2- talha-mar / 3- maçarico-de-sobre-branco / 4- pernilongo-de-costas-brancas / 5 - gaivota-maria-velha / 6 - gaivotão. (Imagens por Daniela Martins com licença CC BY 4.0) Então, assumindo que existe microplástico em praticamente todos os lugares dos ambientes marinhos e costeiros, incluindo no sedimento das praias e potencialmente no alimento dessas aves, será que essas espécies, algumas até então sem registro de ingestão de plástico, também estão sendo contaminadas? Será que diferentes dietas e formas de alimentação alteram essa contaminação? Será que as aves costeiras, ou algum grupo trófico específico, são bons indicadores para detectar a presença de plástico no ambiente? Bom, essas são algumas perguntas que estamos tentando responder! Utilizar as aves costeiras como modelo têm sido desafiador, já que trabalhamos com grupos pouco estudados e partículas muito pequenas. Logo, não existe uma “receita de bolo” que mostre “como encontrar e identificar microplásticos em aves costeiras”. Então, tivemos que testar o que outros pesquisadores já realizaram, com diferentes metodologias e grupos animais (peixes, moluscos, outras espécies de aves) a fim de adaptar “receitas de bolo” já desenvolvidas para nosso grupo de estudo. Estamos trabalhando tanto com amostras de aves vivas (fezes) como de aves que vieram a óbito no Centro de Reabilitação de Animais Silvestres e Marinhos do Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos (CECLIMAR/UFRGS). Em nossos testes preliminares, foi possível visualizar fibras coloridas em algumas amostras. Posteriormente, pretendemos realizar a identificação química desse material através da parceria com o Laboratório de Processos Ambientais de Contaminantes Emergentes (LAPACE), do Instituto de Química da UFRGS. Dessa forma, será possível saber o tipo de plástico que originou o microplástico, seja de tecidos, sacolas ou embalagens, por exemplo. Infelizmente, devido à situação de pandemia em que estamos vivendo, tivemos que pausar as nossas atividades, mas pretendemos retomá-las assim que possível. Fibra azul encontrada em amostra de fezes de trinta-réis-boreal (Foto por Júlia Jacoby de Souza, com licença CC BY SA 4.0) O plástico abrange um grupo de materiais incríveis e é praticamente impossível não depender deles para nossas atividades diárias, já que eles estão em todos os lugares, incluindo no aparelho que você está lendo esse post! Mas as pesquisas que já foram e que estão sendo realizadas evidenciam o quanto a má gestão desse material, do nível individual ao global, tem impactado todos os organismos, incluindo nós, os seres humanos. A ciência é fundamental para expor e entender suas consequências, a fim de elaborar soluções e alternativas. Pequenas mudanças em nossas ações do dia a dia são essenciais, repensar e evitar o uso de um plástico por dia pode representar milhões de microplásticos a menos! A nossa pesquisa conta com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (FAPERGS). Referências [1]Votier, S. C; Sherley, R. B. 2017. Seabirds. Current Biology, v. 27, n. 11, p. R448–R450. https://doi.org/10.1016/j.cub.2017.01.042 [2]Battisti, C; Staffieri, E; Poeta, G; Sorace, A; Luiselli, L; Amori, G. 2019. Interactions between anthropogenic litter and birds: A global review with ‘black-list’ of species. Marine Pollution Bulletin, vol 138. https://doi.org/10.1016/j.marpolbul.2018.11.017 [3]Savoca, M. S; Wohlfeil, M. E; Ebeler, S. E; Nevitt, G. A. 2016. Marine plastic debris emits a keystone infochemical for olfactorry foraging seabirds. Science Advances, vol 2, n.11. DOI: 10.1126/sciadv.1600395 [4]Kanyon, KW; Kidler, E. 1969. Laysan albatrosses swallow indigestible matter. The Auk. Sugestões de conteúdo - Matéria da UFRGS Ciência sobre nossa pesquisa e a do LAPACE. - Vídeo “Microplástico: de onde vem e para onde vai” produzido pela autora e colegas: Sobre a autora: Sou estudante de Biologia Marinha e faço parte da equipe do Projeto de Extensão Aves da Praia, que procura divulgar a biodiversidade das aves e abordar a questão da poluição plástica para a comunidade do Litoral Norte do Rio Grande do Sul. Adoro sair para trabalhos de campo, são oportunidades incríveis de conhecer lugares novos e ter muitas histórias pra contar depois. Gosto muito de desenhar e andar de bicicleta com o Galgo, meu “cãopanheiro”. E-mail para contato: julia.jacoby.s@gmail.com Instagram: @juliajacobys @avesdapraia #CiênciasDoMar #Convidados #Microplásticos #AvesMarinhas #AvesCosteiras #AvesDaPraia #BiologiaMarinha

  • El Niño

    Por Juliana Leonel "Inverno começa e clima no Brasil terá influência do El Niño." (Globo Rural, 22/06/2019) "Agricultura já sente efeitos do El Niño." (GAZ, 16/05/2019) Você já deve ter ouvido falar ou visto/lido alguma notícia em que o "El Niño"é o culpado pela seca, ou pela chuva, ou pela baixa produção agrícola, ou pelo calor etc. Mas o que é esse tal de "El Niño"? E como/por que ele influencia tanto o clima? Historicamente, os residentes do Peru sempre observaram que, com intervalos de alguns anos, uma corrente de água quente reduzia a quantidade de anchovetas que eles pescavam na costa. Com menos anchovetas, também havia uma redução na quantidade de outros peixes, aves e demais organismos que dependem da anchoveta para se alimentar. Além disso, a ocorrência dessa corrente de água quente coincidia com o aumento de chuvas que contribuiam para o aumento da produção agrícola em terras que eram normalmente áridas. Os períodos de ocorrência dessa água quente foram primeiramente chamados, em espanhol, de años de abundancia (= anos de abundância) devido ao seu efeito positivo na produção agrícola, mas depois começaram a ser associados a desastres ecológicos e econômicos. Com o passar do tempo, a ocorrência dessa corrente de águas quentes, que acontecia perto do Natal, passou a ser chamada de El Niño (o menino) em referência ao menino Jesus. Já na década de 1920, um pesquisador identificou um fenômeno de variação leste-oeste na pressão atmosférica, acompanhado dessa corrente quente e o chamou por outro nome: Oscilação Sul. Atualmente, esse fenômeno de variação é chamado de El Niño-Oscilação Sul (ENSO) e sabe-se que é uma combinação de efeitos oceânicos e atmosféricos que, periodicamente, alternam entre fases quentes e frias, causando grandes mudanças ambientais. Quando as condições estão "normais" (= sem El Niño ou La Niña, fenômeno oposto que já vamos explicar) os vento alísios sopram no sentido leste-oeste sobre o Oceano Pacífico Tropical (Figura 1a). Esses ventos constantes sempre na mesma direção resultam em um maior deslocamento de água em direção ao oeste do Pacífico onde ocorre um empilhamento de água. De fato, é possível observar uma elevação da superfície do mar de até meio metro de altura a mais na costa da leste da Ásia e da Austrália em relação à costa oeste da América do Sul. Os ventos alísios também resfriam a água superficial próxima ao Peru e empurram as águas mais quentes da região em direção ao Pacífico ocidental onde localiza-se uma região chamada de piscina quente do Pacífico. Na região de águas mais quentes, ocorre maior evaporação e formação de nuvens. Nesse processo, ao mesmo tempo que ocorre a subida do ar quente durante a evaporação no Pacífico ocidental (região de baixa pressão), ocorre a descida de ar mais frio no Pacífico oriental (região de alta pressão), isso chama-se Célula de Circulação de Walker. Durante a Fase Quente (El Niño), há um enfraquecimento da zona de alta pressão atmosférica ao longo da costa sul americana que resulta na redução da diferença de pressão entre as zonas de alta e baixa pressão da Célula de Circulação de Walker. Consequentemente, os ventos alísios enfraquecem. Com o enfraquecimentos dos ventos alísios, as águas da piscina quente do Pacífico começam a fluir em direção à América do Sul. Com o auxílio do aumento do fluxo da Contra Corrente Equatorial, forma-se uma banda de água quente que se expande por todo o Pacífico Equatorial (Figura 1b). Conforme essa água chega na costa sul americana, ela espalha-se para sul e para norte. Além disso, conforme a água quente vai em direção à América do Sul, a zona de baixa pressão também migra nessa direção e, em anos de El Niño forte, ela pode permanecer sobre esse continente. Esse cenário resulta em alta precipitação ao longo da costa sul americana, mas em secas na região da Indonésia e norte da Austrália. Além disso, a chegada da água quente causa danos a corais e outros organismos sensíveis a mudanças de temperatura. Há também um aumento no número de furacões tropicais formados no leste do Pacífico. Na costa do Peru, onde normalmente a ressurgência traz águas frias e ricas em nutrientes, ocorre um enfraquecimento desse fenômeno e as águas ficam mais pobres em nutrientes. Logo, ocorre uma diminuição na produção primária e, por isso, a diminuição na quantidade de anchovetas e outras espécies marinhas. Em anos de El Niño forte, a temperatura superficial da água do mar na costa do Peru pode ficar até 10 °C acima da temperatura regular e pode ocorrer um aumento de até 20 cm no nível do mar devido à expansão térmica da água. Durante a Fase Fria (La Niña), o fenômeno é inverso: ventos alísios mais intensos resultam em um aumento na diferença de pressão entre Pacífico leste e oeste e, consequentemente, uma intensificação na Célula de Circulação de Walker. Em anos de La Niña, uma banda de água mais fria se estende ao longo do Pacífico Sul Equatorial e as ressurgências se intensificam (Figura 1c). Desde 1950, o padrão de alternância entre El Niño, La Niña e condições normais (mais raras) são monitoradas e representadas pelo índice ENSO (Figura 2). Este é calculado usando a média ponderada de fatores oceânicos e atmosféricos (pressão atmosférica, ventos, temperatura superficial do mar, entre outros). Valores positivos indicam condições de El Niño, valores negativos condições de La Niña, e valores próximos de zero condições normais. Além disso, quanto maior o valor do índice, mais forte é a respectiva condição. Efeitos do ENSO no Brasil Os efeitos são bastante distintos em função das características de cada região do Brasil. De uma forma geral, em condições de El Niño, enquanto nas regiões Norte e Nordeste há diminuição das chuvas e intensificação das secas, respectivamente, nas regiões Sul e Sudeste ocorre aumento das chuvas e invernos com temperaturas mais amenas; na região Centro-Oeste, além da intensificação das chuvas, há um aumento nas temperaturas. No entanto, ainda há uma carência de estudos sobre os efeitos do El Niño/La Niña nos diferentes ecossistemas brasileiros. #julianaleonel #Elniño #elnino #lanina #enso #clima #fenomenoclimatico #descomplicando

  • From the beach to the laboratory: How I became a scientist

    By Mônica Lopes-Ferreira English edited by Lídia Paes Leme a Katyanne M. Shoemaker I have loved the ocean since childhood. I enjoyed the beach on weekends, vacations, holidays, and any other time I could get there. I was enchanted by everything coastal: landscape, plants, and animals. While enjoying the green, lukewarm waters of Maceió, my hometown, I took in the entire ecosystem around me. There came a point in my youth that I needed to choose what career to follow. I was very certain that the study of animals made my mind and heart pulse. I decided to enroll in Biology; I studied hard and entered the University Federal de Alagoas. I'm very curious and have always liked to learn. In addition to my required courses at the University, I participated in many courses, seminars, and lectures in the field. In 1989, a special encounter changed the course of my history. Ivan Mota, a researcher of the Butantan Institute, taught a course on immunology in Alagoas. As a student, I felt stimulated to know more about this research center, which I had read about in science books. I knew that the scientists at Alagoas studied venomous animals and produced serum to treat accidents. But what did this have to do with immunology? I had to find out. It was a complex course. There were many students, and the lectures lasted all-day. I learned a lot of new topics and made many discoveries. The teacher was very competent, enthusiastic, and passionate, and he shared my love of the sea. I was completely enamored by immunology. To my surprise, at the end of the course he announced that he would select five students for an internship at the Butantan Institute. I passed the interview and was selected for one of the coveted positions. I had total support from my parents to do the internship. We sat, talked, and decided that I'd go to São Paulo. They knew that it would be a great opportunity for me, filled with wonderful experiences. When I arrived in São Paulo, I was surprised with the size of the city. How different it was from Maceió! I'll never forget the first day, my first look, and my racing heart as I discovered the city. The Butantan was a haven inside of the city. It was filled with trees, old buildings, museums, labs, snakes, spiders, and scorpions, amongst other species of venomous animals. The researchers taught me a lot. The dynamic lab life filled with questions, hypotheses, and experiments set me on a trajectory to become a scientist. I ended up living in São Paulo and finished the Biology program there. I studied hard and enrolled in a graduate program in the field of immunology. My research was focused on one particular venomous animal. It wasn’t a snake, spider, nor scorpion. My ocean origins spoke out, and I decided to study a fish. My animal of choice was the Niquim, whose scientific name is Thalassophryne nattereri; a species from northeastern Brazil, which gained my attention during vacations in Maceió. A dermatologist told me about how the animal caused many accidents in fishermen and bathers. There was no treatment and there were very few studies about their venom. As I began to talk to local fishermen, I became convinced of the importance of studying this species. They told me "it is a small fish that doesn't move much, but when its area is invaded, it unleashes a poison capable of crippling." The lab's aquarium grew and other dangerous fish arrived: catfish, rays, scorpion-fish and other species that live in the water and cause accidents. One day however, a more docile fish arrived, vastly expanding our studies. Zebrafish The zebrafish (scientific name Danio rerio) is known popularly as "Paulistinha." It is used as an experimental model in many countries for behavioral, genetic, and toxicity testing, among other areas. I deepened my knowledge of the species and started studies with the fish in the Butantan Institute. Research has advanced, and in 2015 the Zebrafish Platform was inaugurated. The Platform is a breeding and management site that aims to develop science and share information. From the Platform arrose the Zebrafish Network: A project that links 80 researchers from 40 institutions throughout Brazil. The “Paulistinha” is also about communication, a disseminator of science and storytelling. I’ve been moving forward with it, reaching different locations and audiences, talking to kids, teens, adults, and the elderly. Woman and scientist During a talk I gave at a state school in Osasco about Zebrafish, the students did not know what to expect of the visiting scientist that day. Most of the students expected an old man in a lab coat with white hair. I made a point of only bringing with me other female researchers; they are the majority in our lab and should serve as an example for children. You have to break paradigms for things to change. I feel fulfilled by the opportunity of working towards the advance of women in science. This is my story as a woman and scientist. I studied, entered graduate school, and, in 2000, finished my doctorate in the Department of Immunology at the University of São Paulo. I'm currently a postdoctoral researcher in the Butantan Institute and currently the director of the Special Toxicology Lab. And for all that, I can say I'm happy, I'm a scientist. Mônica is a researcher at the Butantan Institute and coordinator of the Zebrafish Platform. The illustrations of this post are Veridiana Scarpelli's. #chatlídiapaesleme #chatkatyannemshoemaker #womeninscience #scientist #Mônica

  • Workshop Preparatório para a Década da Ciência Oceânica

    Entre os dias 25 a 27 de novembro de 2019 ocorreu o Workshop do Atlântico Sul Preparatório para a Década das Nações Unidas da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável (2021-2030). Essa década visa produzir “a ciência que precisamos para o oceano que queremos”, estando alinhada ao documento “O Futuro que Queremos”, resultante da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio +20, realizada em 2012 no Rio de Janeiro, e com a Agenda 2030 e com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 14 (Vida na água). Nós já falamos sobre a Década no post: Estudo dos oceanos é a chave para um futuro sustentável. O material de divulgação da Década no Brasil pode ser obtido neste link. Com o objetivo de avançar na busca de soluções para a sustentabilidade dos oceanos, o workshop preparatório reuniu cerca de 120 pessoas, entre cientistas, instituições acadêmicas, organizações da sociedade civil e iniciativa privada. Nossa editora Jana del Favero foi selecionada para participar do Grupo de Trabalho 7: Estratégias de comunicação sobre a relevância dos oceanos: um oceano valorizado por todos. Em breve o documento com os resultados obtidos em cada grupo será disponibilizado. Maiores informações em: https://en.unesco.org/ocean-decade https://oceanliteracy.unesco.org https://issuu.com/fundacaogrupoboticario/docs/produto_conex_o_oceano/26 #netuniandoporai #decadadosoceanos #culturaoceanica #workshop #janamdelfavero

  • Research Pitching Competition by Slush & Skolar

    Em novembro de 2019, nossa editora Carla Elliff participou como finalista do Research Pitching Competition by Slush & Skolar. Esse evento é uma competição anual de pesquisa que acontece na Finlândia. Cientistas com ideias inovadoras são selecionados para uma semana de treinamentos em comunicação e, ao final, precisam convencer um júri para garantir um patrocínio de 100 mil euros e tirar seu projeto do papel. Porém, a apresentação ao júri foge completamente dos moldes de uma apresentação científica tradicional! Os oito finalistas foram desafiados a fazer um pitch (uma apresentação rápida e concisa para vender o seu peixe) de apenas três minutos, descrevendo como eles queriam responder às suas ousadas perguntas científicas. Além do desafio de comprimir todo um projeto científico em apenas três minutos, a apresentação final se deu em um dos maiores eventos de startups e tecnologia do mundo, o Slush. O palco onde foram apresentados os pitches, chamado Quantum Stage, contava com efeitos de luz, lasers e telões gigantes. Estima-se que 25 mil pessoas passaram pelo Slush durante os dois dias do evento! Carla foi a única representante do hemisfério sul, além da única pesquisadora na área de ciências do mar a participar dessa edição. Seu projeto abordava como podemos usar técnicas de reprodução artificial para melhorar a conservação de recifes de coral diante das mudanças climáticas. Sua proposta se encaixa dentro do Projeto Reefbank da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o primeiro e único banco de gametas para corais no Atlântico Sul. Apesar de não ter sido a vencedora da competição, Carla voltou com uma bagagem incrível de experiências e energia para encarar novos (e velhos) desafios com outros olhos. Assista aqui o pitch da Carla legendado em português pela equipe do Projeto Reefbank! Os pitches dos outros finalistas estão disponíveis em: E aí? Quer começar a montar um pitch para chamar de seu? Aproveite no link abaixo os recursos que o pessoal do Skolar preparou para te ajudar! #netuniandoporai #recifesdecoral #apresentação #comunicaçãocientífica #pitch #carlaelliff

  • Do satélite ao microscópio

    Como dados remotos me ajudaram a estudar ovos de peixes Por Jana M del Favero Ilustração: Joana Ho Muitas pessoas não entendem porque eu, bióloga, mestre e doutora em oceanografia, fui fazer um pós-doutorado no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos - SP. O entendimento fica ainda mais difícil pelo fato de eu ter trabalhado, desde a graduação, com peixes. Meu marido frequentemente brinca que eu fui trabalhar no Instituto Nacional de PESCA Espacial, ou que eu estou caçando a constelação de peixes. O que muitas pessoas não sabem é que os satélites são grandes aliados dos estudos oceanográficos, fornecendo dados que podem ser usados em diversos estudos. Nós até já postamos aqui no blog um texto sobre a “razão de ser” da oceanografia por satélites. Ok Jana, eu já reli o post acima e entendi que alguns satélites fornecem dados para a estimativa de variáveis importantes como temperatura superficial, concentração de clorofila-a, altura de ondas, campo de ventos superficiais, entre outros... Mas onde entram os peixes? Para conectar os satélites e os ovos de peixes, eu vou precisar voltar lá no comecinho do meu doutorado. O principal objetivo do meu projeto de pesquisa era avaliar as flutuações de longo-prazo na abundância e distribuição dos ovos e larvas da Engraulis anchoita, uma espécie de peixe da família das manjubinhas, muito pescada na Argentina e no Uruguai, que chamarei apenas de anchoíta. Com isso, eu buscava compreender os fatores oceanográficos que causavam essas flutuações, onde estavam os locais de desova e fornecer informações que podem vir a ser usadas num futuro manejo da espécie. A anchoíta não é pescada comercialmente no Brasil, mas existem estudos sobre a viabilidade de começar a pescá-la comercialmente no sul do país. As amostras de ovos da anchoíta que eu analisei foram coletadas em diferentes anos entre 1970 a 2010, em toda a Plataforma Continental Sudeste do Brasil (PCSE), que se estende do Cabo Frio, no estado do Rio de Janeiro, ao Cabo de Santa Marta, em Santa Catarina. Para identificar os ovos da anchoíta, eles eram medidos (eu já falei do método que elaboramos para identificar mais rapidamente os ovos em outro post). E foi durante essas medições que notamos que os ovos do sul da área de estudo eram maiores do que os do norte. Notamos também que os ovos amostrados durante o inverno eram maiores do que os do verão. E como cientistas curiosos, nos questionamos: por quê? Sabemos, por estudos anteriores, que: 1- A anchoíta é amplamente distribuída sobre a plataforma continental do Atlântico sudoeste, de Vitória, no Brasil (20°S) ao Golfo de São Jorge, na Argentina (48°S); 2- Sua população é dividida em três estoques: o patagônico (48-41°S, ocorre somente na Argentina), o bonaerense (41-27°S, ocorre na Argentina, no Uruguai e no sul do Brasil) e o da Plataforma Continental Sudeste do Brasil (PCSE, 27°-20°S, estoque unicamente brasileiro); 3- O tamanho do corpo e dos ovos dos indivíduos do estoque bonaerense são maiores do que os da PCSE. A partir dessas informações, nós levantamos uma hipótese para explicar porque no inverno o tamanho dos ovos da anchoíta era maior do que no verão: seria possível que os indivíduos maiores do estoque bonaerense estivessem migrando para o norte para desovar durante o inverno. Para confirmar essa hipótese nós pegamos dados fornecidos por satélite, ou seja, dados gerados remotamente, e desenhamos mapas de distribuição horizontal de temperatura superficial e da concentração de clorofila-a na superfície do mar para o Oceano Atlântico Sudoeste durante o verão e inverno de 2001 e 2002. Com isso, buscamos visualizar um possível fluxo de água que poderia guiar a migração dos adultos de anchoíta. O que notamos, através das imagens obtidas (veja a figura abaixo), foi que o fluxo da água da Pluma do Rio da Prata (lá na divisa da Argentina com o Uruguai) segue em direção ao norte apenas durante o inverno. Como a anchoíta gosta muito da região em que a água do Rio da Prata encontra o mar, acreditamos que esse fluxo pode servir como um guia para a migração de indivíduos da população bonaerense para desovar na região central e norte da PCSE , durante a estação mais fria do ano. Isto indica que nossa hipótese pode estar correta, e que os ovos encontrados no inverno na PCSE podem mesmo pertencer à população bonaerense. Lógico que existem outros fatores incluídos e discutidos no estudo. Então, para os mais curiosos que quiserem se aprofundar no assunto, compartilho o link do artigo publicado em 2017 na Fishery Bulletin, uma revista científica (https://www.st.nmfs.noaa.gov/spo/FishBull/1154/delfavero.pdf). Aqui, eu quis apenas trazer um exemplo de como os satélites ajudam até mesmo no estudo com ovos de peixes. A ciência é realmente fascinante, não é?! #janamdelfavero #ciênciasdomar #sensoriamentoremoto #ictioplâncton #peixes #satélites

  • Como são medidos os parâmetros básicos dos oceanos?

    Por Juliana Leonel Existem alguns instrumentos que estão constantemente presentes na vida daqueles que estudam os oceanos, seja porque o utilizam frequentemente ou porque usam os dados obtidos a partir desses equipamentos. O CTD é um bom exemplo. Mas o que significa essa sigla tão falada pelos cientistas marinhos? As letras C-T-D significam conductivity, temperature e depth (condutividade, temperatura e profundidade). Esse instrumento, ou equipamento, possui três sensores: condutivímetro, mede a quantidade de sais presentes na água; essa quantidade é proporcional à quantidade de corrente elétrica que ela é capaz de conduzir; dessa forma, a partir do valor de condutividade da água do mar, é possível calcular a salinidade. termômetro, usado para medir a temperatura da água do mar. sensor de pressão, a partir desse dado em conjunto com a densidade da água e a força do campo gravitacional da Terra é possível calcular a profundidade de um determinado ponto da coluna d’água. Esses sensores registram de forma contínua e precisa a temperatura e a salinidade em diferentes profundidades. A partir desses dados é possível entender a estrutura física da coluna d’água de uma determinada região, já que a partir dos dados de salinidade e temperatura é possível calcular a densidade da água do mar; e é variação nesse parâmetro a forçante (= causa) da circulação termoalina. Além disso, em conjunto com outros dados é possível identificar massas d’águas, estimar misturas e entender a distribuição e abundância de comunidades biológicas. O CTD foi desenvolvido pelo oceanógrafo neozelandês e professor emérito do Instituto Oceanográfico Woods Hole, Neil Brown em 1969. Atualmente existem diversas empresas que fabricam esses equipamentos com diferentes especificações. Alguns só podem operar em águas mais rasas, com até ~ 500 m, e outros podem ser usados em colunas d'água mais profundas, com mais de 10 000 m. Isso é possível porque eles possuem uma carapaça de recobrimento, geralmente feita de titânio, para proteger os sensores da alta pressão. Em uma expedição oceanográfica, o CTD, preso a um cabo, desce na coluna d’água a uma velocidade constante e aquisita os dados. O cabo ao qual o CTD está preso pode ser um cabo simples ou eletromeĉanico. Este segundo tipo permite a transferência de dados concomitantemente com a sua aquisição, assim é possível visualizar os dados em um computador enquanto o CTD ainda está na água, em tempo real. No caso de um cabo simples, os dados são armazenados na memória do equipamento e, quando ele é trazido a bordo, os dados são transferidos para um computador. Na maioria das vezes, o CTD não é lançado na água sozinho. Em geral ele vai preso a uma estrutura similar a um carrossel chamada de rosette. A esta estrutura também são presas diversas garrafas, que podem ser do tipo Ninskin ou Go-Flo, usadas para coletar água em diferentes profundidades. Além disso, outros sensores podem ser lançados juntos com o CTD. Por exemplo, sensores para medir a quantidade de oxigênio dissolvido, pH e fluorescência - esse nos dá informações sobre a quantidade de organismos que contém pigmentos fotossintetizantes, ou seja, que produzem seu próprio alimento. Dessa forma, O CTD é um instrumento imprescindível para estudos oceanográficos, que permite conhecer e entender as características ambientais de um determinado local para entender como o ambiente influencia na biodiversidade, possíveis impactos, flutuações na pesca, etc. #CTD #julianaleonel #descomplicando #oceanografia

  • Halloween Under the Sea

    By Yonara Garcia English Edit Carla Elliff How about some ocean “monsters” to get into the mood for Halloween?! The undersea world is composed of an immense diversity of organisms. From the tiniest planktonic critter to the huge blue whale, from the cutest animals like the Dumbo octopus to the ugliest ones like the blobfish (just don’t forget “Ugly animals need love too!”). And, on the month of October, when we celebrate Halloween, we decided to put together a list of the scariest animals found under the sea. We hope you enjoy this piece and that it may inspire you to create some very original costumes in the future! Dumbo octopus (left) and Blobfish (right) Humpback Black Devil In 1995, the cover of Time’s magazine featured the humpback black devil, a species of anglerfish that later would become a symbol for the deep sea. This fish is an abyssal species, known also by its scientific name Melanocetus johnsonii and belonging to the Lophiiformes order. The humpback black devil is found at mesopelagic depths in tropical and temperate waters all over the world. It has a sort of “fishing rod” with a bubble on the end that emits light, acting as bait and luring prey towards is terribly sharp teeth. The species’ glowing light is possible thanks to a symbiotic relationship between the fish and bioluminescent bacteria. Male and female anglerfish are very different from each other. Females can measure up to 20 cm in length and have very big heads and mouths. Males on the other hand, have a much simpler body and are much smaller than females (measuring only up to 2.9 cm). Since they are incapable of surviving alone, they live as parasites on the females. Once a male finds a female, he bites on her belly and fuses into her body, receiving nutrients and blood supplied from her in exchange for a permanent supply of spermatozoids. Researchers from the Monterey Bay Aquarium Research Institute, in California, have recently been able to film a 9-cm long female. The footage was taken at 600 m in depth in the Monterrey submarine canyon off the coast of California. This was the first record of the species in its natural habitat. This mysterious predator has also starred as a movie villain. If you’ve watched Finding Nemo (Pixar Animation, 2003) you probably remember Dory and Marlin encountering this monstrous fish. In the film, while lost in darkness, they are lured by the humpback black devil’s light-bait. As soon as they realize this monster was behind them, they quickly escape this ferocious predator and continue on with their search for Nemo. Vampire Squid The vampire squid (Vampyroteuthis infernalis) is a cephalopod and the only living representative of the Vampyromorphida order. It is a small animal, reaching up to only 28 cm. The vampire squid inhabits deep waters (normally between 600 and 1200 m) in temperate and tropical regions of the Pacific, Atlantic and Indian oceans. At these depths, sunlight is either weak or completely absent, oxygen levels are low and temperatures vary between 2 °C and 6 °C. Although the vampire squid has a very low metabolic rate and is able to live under extremely low oxygen conditions, this animal is able to move surprisingly fast. They use their fins to move around instead of jet propulsion as other squids. Though scarce, research on this species has shown that they feed on copepods, shrimp and cnidarians, but most of their energy is obtained from detritus (non-living particles that originate from the upper layers of the ocean and precipitate to the deep). Vampire squid are prey mainly for pinnipeds (seals, fur seals, sea lions and walruses), whales and benthopelagic fish, given that beaks of this species have been found in the stomach of these groups. The species name means “vampire squid from hell” and it was chosen because of some of the morphological characteristics of this animal, such as its dark skin, the membrane it has between each tentacle that looks like a cape, and its red eyes (depending on the light). For the naturalist and explorer William Beebe (1926), the vampire squid is "a very small but terrible octopus, black as night, with ivory white jaws and blood red eyes". Scary! But according to some behavioral studies, this species is a docile animal. A very interesting reading suggestion is a book called Vampyrotheuthis infernalis. It was written by philosopher Vilém Flusser and biologist/artist Louis Bec, and mixes philosophy/science/fable to discuss how distant we humans are from animals. Hagfish The hagfish is part of the Myxini class and although it can be classified as a vertebrate, it does not possess any vertebrae or bones, as described by researchers Alysha Heimberg back in 2010 and Joseph Nelson in 2016. Theodore Uyeno, from the Valdosta State University (Georgia, USA), analyzed the DNA of these organisms and concluded that the hagfish is a vertebrate that lost the characteristic of using a spine. Instead of a spine, the hagfish has a cartilage-like rod (notochord) that in us humans is only present during our embryonic phase. These animals are found in cold waters in both hemispheres. They are primitive creatures, similar to eels, with a cylindric and elongated body but without scales, and move like snakes. These animals do not have jaws or stomachs. However, they have several hearts and at least twice the amount of blood in their body than other fishes. Hagfish also have four pairs of detection tentacles located around their mouth. By the way, their mouth holds two parallel lines of strong sharp teeth that are attached to rough dental plates. Although they only have an upper dental arch, these animals have a powerful bite! Researchers have suggested that this fish is indeed able to bite, since it coils up into knots, especially near its head, and with this movement crushes its food in its upper dental arch. Hagfish are almost blind. They rudimentary eyes can only detect light. However, they have highly developed senses of touch and smell. Nicknamed “marine vultures”, hagfish spend most of their life on the seafloor feeding off dead and dying fish. They also attack small invertebrates, but their favorite dish is whale carcass. Another intriguing characteristic of this animal is that they have been shown to absorb nutrients through their skin. Moreover, hagfish secrete a thick layer of mucous over their skin that acts as both a defense mechanism and also a hunting weapon. The video below shows the moment when these fish find a carcass on the seafloor. It looks like some sort of voracious zombie attack! No doubt they deserve to be in our ocean monster list. Goblin Shark If you’ve ever watched MIB: Men in Black (Sony Pictures, 1997), you will probably notice lots of similarities between this animal and the aliens shown in the movie. This is Mitsukurina owstoni, also known as the goblin shark. This deep-water fish is broadly distributed and has been reported in the Pacific, Atlantic and Indian oceans. Its unusual appearance is very striking. A long and flat snout projects from the shark’s head like a spade and its protuberant mouth, with long and thin teeth, can either extend forward below the snout or retract to the same position as its eye. It is believed that this flat snout is able to detect weak electrical signals emitted by prey. Goblin sharks can grow up to 3.9 m in length and, according to stomach content analyses, researchers have found that this animal eats mainly fish, squid and crustaceans. While this shark is not a gifted swimmer, it does have an interesting strategy to catch its food. Once it detects its prey, the goblin shark moves slowly towards it and attacks by projecting its jaw forward, suddenly and quickly, sucking the prey into its mouth. Although this species is rarely captured, it is not considered a threatened species (considered to be of “least concern” status in the IUCN red list), since most times it is fished it is by mistake (bycatch) when using bottom trawls in deep waters, especially off the coast of Japan. In 2011, a goblin shark was accidently captured by a fishing boat off the coast of the state of Rio Grande do Sul. The specimen was donated to the Oceanographic Museum of FURG (Federal University of Rio Grande), making it the second of its kind in a scientific collection in Brazil. Although some of these creatures of the depths are pretty gruesome, they are all important for the marine ecosystem. Can you imagine if they got together to through an under the sea Halloween party?! I bet the scariest costume for them would be of people and plastics, since these are two of the biggest threats to their existence. So, enjoy yourself today, but remember to always do your bit so that we do not become real monsters to marine life. Happy Halloween! References: HEIMBERG, Alysha M. et al. microRNAs reveal the interrelationships of hagfish, lampreys, and gnathostomes and the nature of the ancestral vertebrate. Proceedings of the National Academy of Sciences, v. 107, n. 45, p. 19379-19383, 2010. NELSON, Joseph S.; GRANDE, Terry C.; WILSON, Mark VH. Fishes of the World. John Wiley & Sons, 2016. Robison, B. H., Reisenbichler, K. R., Hunt, J. C., & Haddock, S. H. D. (2003). Light Production by the Arm Tips of the Deep-Sea Cephalopod Vampyroteuthis infernalis. The Biological Bulletin, 205(2), 102–109. doi:10.2307/1543231 ZINTZEN, Vincent et al. Hagfish feeding habits along a depth gradient inferred from stable isotopes. Marine Ecology Progress Series, v. 485, p. 223-234, 2013. https://www.iucnredlist.org/species/44565/10907385 https://www.floridamuseum.ufl.edu/discover-fish/species-profiles/mitsukurina-owstoni/ https://australianmuseum.net.au/goblin-shark-mitsukurina-owstoni https://australianmuseum.net.au/humpback-blackdevil-melanocetus-johnsonii-gunther-1864 http://marinebio.org/species.asp?id=179 http://www.bbc.com/earth/story/20160905-the-strangest-fish-in-the-sea #marinescience #halloween #vampiresquid #anglerfish #hagfish #goblinshark #chatcarlaelliff #chatyonaragarcia

  • Encontros sobre o Oceano #007

    No dia 31 de outubro de 2019, nossa editora Jana del Favero participou do “Encontros sobre o Oceano”, organizado pela Plataforma Oceano na Estrada. Esse encontro ocorre online todas as quintas-feiras, às 20h e tem o objetivo de promover conversas semanais sobre temáticas relacionadas ao oceano e aos estudantes e profissionais dessa área. No episódio #007, nossa editora falou sobre mulheres nas ciências do mar em um bate-papo bem descontraído com a Luíza Fernandes, oceanógrafa, idealizadora e co-fundadora da plataforma. Se você perdeu esse bate-papo online, ele pode ser ouvido no Podcast Encontros sobre o Oceano, que está disponível em: Anchor Spotify Breaker Google Podcasts RadioPublic #netuniandoporai #mulheresnaciência #ciênciasdomar #oceanografia #podcast #janamdelfavero

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